História duma moça
A mulher lembrou como fora a sua vida antes de conhecê-lo. Sentira-se baleira, sempre a notar em falta alguém especial. Sentira-se sozinha no mundo.
Um dia, um moço mui atractivo convidara-a a sair. Aceitara, como fizera tantas vezes por passar o tempo. Chegara um momento no que já não sabia com quem estava. Pero este foi distinto...
Este sabia como fazer que ela amossasse um sorriso. Mostrava-se mui seguro canda ela, pero ao mesmo tempo mui amável, atento... Ficou namorada deseguida. Iam juntos a todas partes. Apenas levavam um ano a sair e já forom viver juntos. Os pais dela negarom-se, pero ela fugiu da casa, seguindo os seus sentimentos.
A sua vida não podia ser melhor. Vivia com o homem que queria, com independência... Podia ver o seu rosto as vinte e quatro horas do dia se o desejava, e quando o fazia o seu coração ficava cheio de ledícia. Tão feliz era ela, e tanto queria que durasse por sempre que, sendo das que não iam cassar nunca, declarou-se uma noite que passeavam à beira dum rio. O homem aceitou, e aos dous meses já viviam legalmente em parelha.
Um dia, polo serão, que ele estava a ver a televisão, ela lembrou que faltava algo por comprar para fazer a ceia. Dixo-lhe que baixava um intre, mas ele, estranhamente, alporiçou-se e respostou que ela não ia a ningures a essa hora. Ela, como não aguardava resposta tal, ficou calada. “Deve de ter um mal dia”, pensou.”Já passará”.
Rematou o dia e ela foi dormir. Ao dia seguinte já nem se lembrava do que passara. Para esse dia quedara com umas amigas de toda a vida num café. Dixo-lho, que se ergueu num chimpo do sofá onde se topava. Reprochou-lhe que cada vez estava menos tempo com ele.
Passou o tempo e tiverom um meninho. Motivo suficiente para novas discussões, já que ele volveu reprochar-lhe que passava muito tempo com o meninho.
Um dia, farta de tanta vexação, ela pujo-se face a face perante o seu homem, e dixo que as cousas não podiam seguir por aí. A mulher, agora que tinha um filho de seu, queria criá-lo num ambiente de paz, não de violência. Ele estoupou numa fúria assassina. Berrou “Quem és tu para me falar assim?”, e por momentos notou-se-lhe nos olhos uma raiva contida que um dia estouparia.
Ela segue tirada no chão. Não se move. No quarto não se ouve som nenhum. De súpeto, algo começa a mover-se baixo uma mesa. O meninho, já de cinco ou seis anos, assoma a cabeça. Achega-se a sua mãe.
- Não te preocupes, filhinho. Já passou todo.











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